Para de ser uó ¬¬

Por: Gabs Ferrera

Esses dias minha mãe veio me visitar. Ela tem 54 anos, vai fazer 55 mês que vem. Nós sempre gostamos de ver TV, fui aquela criança que o mundo podia se acabar lá fora, se eu estivesse vendo TV, não ia nem perceber. No meio da nossa conversa, entre um filme e outro da Netflix, eu sugeri o dorama “Tudo bem não ser normal”.

Pra quem não sabe, os doramas são histórias com começo, meio e fim, interpretadas por atores, contadas em formato episódico e exibidos semanalmente na televisão japonesa. No Japão, a pronúncia da palavra “drama” soa como “dorama”, por isso o nome! Estas produções têm um formato parecido com as séries norte-americanas, que são bem populares aqui no Brasil. Por ter as suas particularidades, doramas não são nem novelas, nem séries, mas algo como um híbrido entre os dois.

Ao fazer minha indicação, minha mãe não comprou muito a ideia, partindo do princípio que não seria bom sem ao menos dar uma chance. Eu fiquei bolada, porque a minha indicação é muito boa MESMO! Não seria a primeira vez que alguém descarta a oportunidade de assistir um entretenimento dos bons e ainda dar uma choradinha de leve! Minha irmã – que também estava conosco – anotou o nome e o assunto morreu aí.

Uma semana depois, minha irmã manda uma mensagem dizendo que mainha havia chorado bastante assistindo “Tudo bem não ser normal”! Eu já sabia que a reação seria essa, né? Mas amei que ela havia se rendido a conhecer algo novo e não continuou julgando o livro pela capa. Óbvio que eu não iria perder a oportunidade e fui questionar a minha mãe sobre a reação. Ela me mandou um áudio com a seguinte mensagem:

“Foi mulher, tão lindo! Eu tô no penúltimo capítulo. O japonês é tão lindo… ele e ela, mas pense numa história linda, visse?! AMEI, hoje eu termino!”– A mulher maratonou 16 episódios, com 70 minutos cada, pela tela do celular e ainda me pediu MAIS INDICAÇÕES!

Qual lição tiramos desse pequeno episódio da minha vida familiar? Falamos tanto sobre não julgar/ rotular as pessoas pela sua aparência, sobre preconceitos… e às vezes nós temos esse comportamento no quesito entretenimento:

  • Evitamos conhecer o trabalho de um artista;
  • Ir num lugar com um estilo diferente;
  • Comer algo novo;
  • Assistir produções de outras nacionalidades, entre outras mil renúncias!

Às vezes, alguém que gosta muito da gente vem todo feliz compartilhar algo legal e não damos ouvidos… às vezes é até uma produção autoral! Conhecer algo novo nos tira da mesmice, da zona de conforto, abre nossa mente pra coisas novas, aumenta nosso repertório e nos conecta a mais pessoas!

Queria te fazer dois convites: o primeiro é ASSISTA TUDO BEM NÃO SER NORMAL na Netflix (kkk), e o segundo é permita-se experimentar sensações e novas experiências! Isso é excelente para a criatividade e para o coração! Você um dia ainda vai me agradecer por esse conselho!

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