Quem pariu Matheus que o embale

Por: Letícia Costa

Hoje é o aniversário da mulher que me colocou no mundo. Maior responsa né, esse negócio de ter filho. Gestar, parir, criar, ensinar e principalmente aprender… não sou mãe mas tenho certeza de que não é fácil.

Se teve uma coisa que ela fez, foi mover mundos e fundos por nós. Mas não quero cair no clichê piegas de ficar agradecendo por tudo que a ela devo. Esse texto é pra falar sobre aprendizado e evolução.

Dizem que chega um momento que as funções se invertem e a gente vira mãe da nossa mãe, né? A minha me ensinou e ensina muito, mas hoje posso ver o quanto aprendeu comigo: não tanto quanto eu gostaria, porém mais do que imaginei.

Cada geração tem suas limitações, uns mais e outros menos, e o processo de desconstrução nunca é rápido. Às vezes ele não acontece, e não se frustre por isso: o mundo anda girando tão rápido que nem sempre conseguimos acompanhar. Perdoe! Cada um tem sua história, e cabe a nós conviver com o máximo de sabedoria possível.

“Quem pariu Matheus que o embale”, assim dizem. Quem pariu Letícia já a embalou muito, deu colo, consolo, muita bronca e puxão de orelha. Quem pariu Letícia a ensinou valores fundamentais que não serão perdidos, e junto com o mundo, a deixou pronta pra enfrentá-lo. O que eu quero deixar registrado nessas linhas é que estou pronta, mainha. O que construímos jamais será posto abaixo. Quem pariu Letícia não precisa mais embalá-la com tanta frequência e pode ficar tranquila vendo sua filha voar bem alto. Enquanto isso, guarde o melhor de mim!

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