O mundo tá um caos e eu quero falar de amor

Por: Carol Andrade

Fico achando que é egoísta me perder no tempo, pensando naqueles planos, naquele abraço, naquela viagem, naquele beijo, no meu trabalho, nas minhas meninas, e em tudo que faz meu coração bater “errado”, mas de um jeito gostoso.

Tem tanta coisa acontecendo que me pego pensando se eu não deveria estar mais focada em contribuir com a solução desse meio mundo de problema que a gente vê todos os dias. Mas aí eu penso em como esse amor tem me feito bem. E o quanto a gente precisa dele pra lidar com esse caos todo.

É tipo uma lente. Talvez o amor seja uma lente. Talvez seja uma lente tão incrível que tenha me feito até voltar a escrever e ver o lado bom das coisas, o lado que faz a gente ter fé nas pessoas.

Essa lente tem me mostrado o quanto a vida nem precisa de todas essas explicações que a gente busca. Essa lente pode fazer com que a gente enxergue o que a gente nem vê. E tem uma linha muito tênue aí.

Ela tem o poder de levar a gente pros melhores encontros (ou reencontros), de fazer com que a gente enxergue, com o coração, que a gente finalmente encontrou a paz que precisava e nem sabia. Essa paz, às vezes, vem em forma de gente, de trabalho, às vezes mora longe, ou é só a voz das minhas sobrinhas chamando “titia”.

E aí, no meio desse caos todo, na verdade, a gente percebe que o amor é o melhor entorpecente. É chapado dele que a gente consegue vencer o caos todos os dias.

Não pode existir culpa em amar. Não é egoísta se perder de amor. É fortalecedor e necessário.

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