A gente só ajuda a quem quer ser ajudado

Por: Letícia Costa

A gente só ajuda a quem quer ser ajudado. Frase clichê? Não sei. Sei que me pego diversas vezes repetindo isso pros meus amigos, em vários daqueles papos-cabeça onde se fala em situações da vida cotidiana envolvendo pessoas que amamos: desde uma mãe superprotetora de um filho homem caçula que sofre por não saber impor limites, até aquele amigo que passa do ponto no rolê e a gente tem que ficar oferecendo água, apartando confusão e essas coisas que vocês já sabem… e que desgastam um tanto grande.

Para além dos momentos de alegria e lazer, amigos são pessoas que conhecem nossa vida, com as quais desabafamos quando estamos angustiados, que nos alertam para situações perigosas, nos mostram quando estamos errados… e isso deve ser recíproco.

Já pulei bastante fogueira ao ouvir aquele conselho de quem me conhece, mas também já entrei em fria por recorrentemente dar murro em ponta de faca. Por falar em insistência, essa é uma palavra quase banida do meu repertório de amizades. Eu sou do tipo de amiga que alerta, que fala quando vê que algo não vai bem, quando percebe que aquele caminho que o amigo está indo não o levará a um destino saudável.

A razão de eu não insistir ao aconselhar meus amigos é que, simplesmente, se a pessoa não dá ouvidos e não reflete na primeira vez, não é nas posteriores que irá refletir e conseguir enxergar que está entrando numa cilada: aí aprende com a dor mesmo. A vida ensina!

Cabe a nós, então, filtrar se vale a pena continuar nesse tipo de relacionamento ou se a melhor postura seria um afastamento. Porém, sempre de braços abertos pra acolher, afinal a gente ajuda sim. Mas a gente só consegue ajudar quem quer ser ajudado.

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